Archive for category Sociedade

Comercial do Google no Superbowl

Qualquer semelhança não é mera coincidência, você já faz um pouco disso.

Não que eu seja um sentimental, mas bacaninha o video.

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Chat roulette

Esse filme é um documentário (bem humorado) sobre relações humanas na internet. O autor tira boas conclusões ao fim do estudo, saca só.

Fonte: chat roulette, autor Casey Neistat.

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Australia passa o Brasil em nonsense político

Caros amigos, tem vezes em que me envergonho de ser brasileiro (desculpe Cris, mas é verdade). Entre muitas coisas que me envergonham neste país, uma das principais é a nossa pseudo-liberdade de expressão. Aí está uma das poucas coisas que invejo nos nossos amigos estadunidenses: poder falar o que quiser, de quem quiser, no linguajar que quiser.

Mas pelo menos não estamos no fundo do poço. Nossos queridos amigos australianos estão um pouco desesperados com um plano do seu atual Ministro da Censur.. ops, Comunicação, que prevê bloqueio de conteúdo do tipo “RC” (Refused Classification… bestialidade, violência sexual, instruções para cometer atos criminosos ou para o uso de drogas, entre outras atividades atualmente consideradas ilegais no País do Canguru).

Este filtro funcionará a partir dos provedores de Internet, que serão obrigados a implementá-los. A idéia inicial era apenas barrar pornografia infantil mas, como podemos ver, o escopo do filtro se alargou bastante. O problema é o monopólio de classificação sobre o que será filtrado ou não, que recairá nas mãos do governo. Existem muitos assuntos que podem ser considerados imorais, ou mesmo ilegais nas atuais leis, mas cuja discussão, nem por isso, deveria ser barrada.

O blog oficial do Google cita alguns exemplos: nos atuais moldes do plano, discussões sobre a eutanásia deveriam ser bloqueadas da Internet. Assim como conteúdos de zoofilia (reconhecidamente não muito do meu gosto, mas tem gente que gosta e, poxa, quem sou eu para julgar). Até algumas décadas atrás, se a Internet já existisse e este plano estivesse valendo, mesmo discussões sobre homossexualismo seriam proibidas de serem distribuídas (homossexualismo era crime na Austrália até 1976). Páginas dedicadas a apoiar viciados em drogas, com instruções de uso seguro de alguns tipos de materiais ilícitos, também terão que ser filtradas.

Sim, estão quase uma China. Graças a Deus, sou brasileiro…

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E com vocês, a Calçada da Lama… digo, Fama!

Pois é, caros… nesse mundão de meu Deus, quem tem mais, chora menos, é o que nos esfrega na cara os fatos. A última esfregada na cara está vindo do circo armado pela dona de uma rede de pocilgasbares chamada Biroska, no bairro da Santa Cecília em São Paulo. A cidadã (é, ela vive na cidade, e acaba aí), a tal da Lilian Gonçalves, botou na cabeça que quer porque quer fazer na frente dos seus bares uma calçada da fama, inspirada naquela que existe em Hollywood, e que não gentilmente nem injustamente foi apelidada pelos moradores do bairro de calçada da lama.

Não é pra menos. Há tempos que os bares atazanam a vida de quem mora na região, que por sua vez não se cansam de ligar pro PSIU (Programa de Silêncio Urbano, tel. 156) fazendo reclamações que o orgão não se cansa de ignorar. E pra acabar de montar o picadeiro, a calçada.

O problema não é a obra em si nem a bagunça e transtorno que ela está gerando na região da Rua Canuto do Val, local onde está sendo construída, mas sim o fato de que ela beneficia a uma única pessoa. Alguém se habilita? Alguém? Se você chutou: a dona da birosca, acertou. A teoria tanto tem fundamento que é ela própria quem está bancando do próprio bolso a maior parte dos custos da empreitada. Aliás, vale lembrar que o projeto de lei que autoriza a palhaçada foi aprovado pela Câmara Municipal em janeiro do ano passado.

Mas quem contava com o silêncio e conivência dos moradores, se deu mal… Eles também estão fazendo um barulho danado: já entraram com um processo contra a calçada e conseguiram paralisar a obra (aqui também). A justificativa da juíza é de que “a realização das obras, além de favorecerem apenas aos particulares, ainda são lesivas ao patrimônio público”.

BARULHO5

Saiu também uma reportagem no JT falando do aumento de reclamações no PSIU por conta inclusive da lei, onde um dos assuntos principais é a bendita calçada. Até um blog foi criado pra relatar os acontecimentos mais importantes, que conta inclusive um episódio bizarro de agressão a um morador que estava filmando as obras.

E aí, o interesse de um vai se sobrepor ao interesse de muitos? Não deixe de acompanhar!

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Policial norte-americano usa taser em garota de 10 anos

Sabe aquele aparelho de choque usado pra derrubar as pessoas sem causar ferimentos (muito) graves, conhecido como “taser”? Então, os norte-americanos parecem ter tomado meeeeeesmo gosto pela coisa! Tanto que usam em crianças, idosos e mulheres sem muito critério.

taser

O mais novo caso foi de um policial que usou o brinquedo nessa terça-feira contra uma garota de 10 anos de idade no Arkansas. A mãe chamou a polícia pra levá-la, pois a miliante estava descontrolada e não queria obedecer a mãe que a havia tomar banho. Percebendo que ela não ia se acalmar, a própria mãe autorizou o policial a usar a arma que segundo ele, foi usada para dar “um breve choque nas costas” da pobre menina.

Don't tase me, bro!

A história se desenrolou de ontem pra hoje e o pobre e prudente policial foi afastado.

Agora falando sério… Se isso não fosse extremamente trágico, seria cômico! Essa p*rra de arma não letal (ou menos que letal), tá virando moda e lá já virou até tema de estampa de camiseta, “Don’t tase me, bro!”.

Mano, isso deve doer até a alma! Dá só uma olhada nessa outra matéria, onde um cara se voluntaria a tomar um desses e precisa ser carregado após a brincadeira. Agora imagina o efeito numa garota de 11 anos… É gente sem noção!

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Undo (Ctrl+Z) no caso do vestido da Uni(tali)bam

E não é que voltaram atrás da decisão de expulsar a garota da Unibam? Ai, ai, ai, viu? Sem comentários… Depois de blábláblá e um pouco de pressão da opinião pública, a reitoria resolveu revogar a decisão do conselho que havia expulso a moça. Óia só a nota:

O reitor da Universidade Bandeirante – Uniban Brasil, de acordo com o artigo 17, inciso IX e XI, de seu Regimento Interno, revoga a decisão do Conselho Universitário (CONSU) proferida no último dia 6 sobre o episódio do dia 22 de outubro, em seu campus em São Bernardo do Campo. Com isso, o reitor dará melhor encaminhamento à decisão.

UNIBURKA-JB-blog

Então tá, né? Valeu Jacaré banguela pela fotim e Geledés pela notícia.

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Aluna da Unibam expulsa? Tudo errado, hein?

Me vejo na obrigação de falar algo a respeito, porém serei breve. Essa história da garota da Unibam que foi expulsa por usar “vestimentas inadequadas”, tem pra mim três componentes bizarros. Nem vou entrar no mérito da roupa propriamente dita, não domino a arte da moda (tenho até uma consultora pra me ajudar com essas coisas).

Primeiro: comportamento de massa. Histeria coletiva. Se haviam 10 pensando no meio daquela massa de moralistas era muito. Alguém começou a gritar “sua p*ta!!!” e logo formou-se um coro. Se havia uma norma sobre vestimentas na faculdade, é obrigação da faculdade fazer o código ser cumprido. Os corajosos alunos não tinham nada a ver com nada.

Segundo: sabe aqueles filmes sobre terrorismo onde os governantes dizem algo como: “não podemos negociar com terroristas, se não todos vão pensar que podem levar vantagem com isso”. Então, eles estão certos. Imagina se isso vira moda? Alguém vai pra faculdade de touca de banho porque acha bacana ir pra faculdade de touca de banho. E você com isso? Aí aparece um que acha aquilo imoral e começa a gritar “louca de touca louca! olha a louca de touca!!!”; logo aparece mais 10, mais 100… E rapidinho temos uma faculdade inteira se mobilizando pra punir a louca da touca.

O fato é que a faculdade deu pros baderneiros o poder de decidir o destino da moça e o de quem mais eles quiserem. Tomara que ninguém perceba!

E terceiro: … Esqueci. Vítima de DADIA.

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Pequeno manual da civilidade

A revista Veja publicou na edição dessa semana uma matéria extremamente interessante intitulada Pequeno manual da civilidade, que fala a respeito desse tema polêmico, difícil de entender e mais difícil ainda de botar em prática. Citando uma parte da matéria que traduz grande parte do que eu penso sobre o assunto:

Hoje, a HONRADEZ pode ser mais relacionada à fidelidade aos próprios princípios ou ao próprio eu. Ou, no popular, ter vergonha na cara. É por isso que o tribunal da própria consciência continua a pesar mesmo quando se alega que “todo mundo faz”, a começar dos “caras lá de cima”, então “que mal tem” em levar a avozinha para passar na frente na fila de comprar ingresso, desrespeitar a precedência na hora de pegar uma vaga no estacionamento do shopping ou deixar uma toalha guardando lugar o dia inteirinho na espreguiçadeira da piscina disputada?

Pois é… Um outro exemplo bizarro são aqueles que se escandalizam com a corrupção que rola no palácio do planalto mas pagam “seguro” sem pestanejar na hora de tirar a carteira de motorista pra garantir a vista grossa do avaliador na prova. Ou então o motorista sabido que anda pelo acostamento, ou corta fila pra fazer conversão porque “tô atrasado pra levar minha tia-avó Bernarda pra fazer piercing no umbigo”, ou para em fila dupla na frente do shopping porque “é só um instantimm!”… São exemplos que não acabam mais.

O fato é que, no curto prazo, é difícil ser cidadão. É difícil porque tem que ter visão, tem que ter consciência. Tem que ter vergonha na cara! Muito mais fácil é cada um se preocupar consigo mesmo e tirar vantagem pra sí, mesmo que seja só pra pagar 9 ao invés de 18 pratas no cinema. Mesmo que depois essa vantagem fatalmente se transforme em ônus pro resto da humanidade… “Ao menos eu salvei o meu… Uhuuuu!!!”

Ô desgraçado esse jeitinho brasileiro!

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